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PROF. BIRCK JUNIOR, O POETA ARRETADO
QUEM NÃO É SOL AOS PRÓPRIOS OLHOS, NÃO PODE SER ESTRELA AO OLHAR DOS OUTROS!
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A ORIGEM DO NOSSO RACISMO DIARIO 
 
O ser humano não nasce “racista”. A criança não discrimina uma boneca negra e outra branca. O preconceito racial é uma herança cultural dos pais, professores e dos grupos sociais.  Segundo o Dicionário On-line de Significados:

“O racismo é a convicção sobre a superioridade de determinadas raças com base em diferentes motivações, em especial as características físicas e outros traços do comportamento humano.Constroem-se uma atitude depreciativa não baseada em critérios científicos em relação a algum grupo social ou étnico.Comportamentos racistas começaram desde cedo na história da humanidade, frequentemente era uma forma de defesa de um grupo contra invasores pacíficos que apresentavam características distintas. O racismo ganhou mais força quando as potências europeias colonizaram outros países”. (4)

O racismo, por tanto, se sustenta em um critério de se sentir “superior” ao outro, por uma mera convicção pessoal distorcida da realidade. O preconceito racial não tem nenhuma base da ciência e nem das religiões. O racismo é apenas  uma forma soberba  de  se  justificar uma“suposta superioridade” de um grupo sobre o outro. Ao longo da historia universal foi usadoem governos ditadores como o nazismo com o antissemitismo contra os judeus, o regime SulAfricano com o Apartheid, com a colonização  portuguesa e espanhola contra os índios e osnegros, ou seja, os indígenas não  tinham “almas” e os  afrodescendentes  eram “objetos” de compra e venda, uma mera  mercadoria. A Lei Áurea de 13 de maio de 1888  acabou  com a “escravidão” brasileira, mas não combateu a exploração e nada fez pelo combate ao preconceito  racial. O ensino  primário  só  veio  constar  obrigatório  ao  povo  na  Constituição de 1932. Os livros didáticos continuaram trazendo figuras “discriminatórias” de famílias brancas com serviçais negras. As nossas bonecas continuaram sendo  amarelas dos  olhos azuis. Não temos bonecas negras em pais de mestiços. Nas escolas antigas era comum se dizer “quadro negro” ao invés de lousa. Nas conversas entre os trabalhadores da roça se falava naturalmente o racismo em forma de ditado popular: “o branco é filho de Deus, o mulato é entiado e o negro é filho do diabo”! Já ouvi meus  avós  e  meus tios  dizendo que “nego não  come, nego se  lambuza;  nego não  dorme,  nego  cochila; nego, urubu e anum tudo é um; além de “comida  de veio é mingau e de nego é pau”! E atualmente nenhum negro pode fazer corrida sozinho, pois  pode ser  confundido  com um “suspeito” de assalto e ser linchado pela população. 
  
EXTRAIDO DO LIVRO: A SAGA DE ZUMBI DOS PALMARES NO BRASIL DO POETA
BIRCK JUNIOR 
Birck Junior
Enviado por Birck Junior em 22/05/2018

Música: Clara Nunes - Canto das três raças (1976) (1) - CLARA NUNES

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