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Textos

A CIGARRA E A FORMIGA 

                                      VERSÃO DE BOCAGE

 

Tendo a cigarra em cantigas

Passado todo o verão.

Achou-se em penúria extrema

Na tormentosa estação.

 

Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela.

Foi valer-se da formiga,

Que morava perto dela.

 

Rogou-lhe que lhe emprestasse,

Pois, tinha riqueza e brio,

Algum grão com que manter-se

Até voltar o aceso estio.

 

-"Amiga", diz a cigarra,

        -"Prometo, à fé d'animal,

Pagar-vos antes d'agosto

Os juros e o principal."

 

A formiga nunca empresta,

Nunca dá, por isso junta.

-"No verão em que lidavas?"

À pedinte ela pergunta.

 

Responde a outra: - "Eu cantava

Noite e dia, a toda a hora."

-"Oh! Bravo!", torna a formiga.

-"Cantavas? Pois, dance agora!"

        

            MORAL DA ESTÓRIA:

 

        A cigarra foi irresponsável consigo mesma. Se divertiu na estação da juventude e quando veio a velhice não tinha dinheiro poupado. Ao passo que a formiga foi usufruir dos frutos do trabalho. Infelizmente, a vida é plantio e colheita, não um peço e recebo de esmoler. O asilo está cheio de idosos que deram tudo para os seus filhos e se descuidaram do próprio bem-estar. Hoje, tornaram-se dependentes da caridade dos outros. Prefira poupar dinheiro e aplicar na mocidade a depender das doações hipotéticas de terceiros. Os gregos já afirmavam: “in médio start virtus”, ou seja, no equilíbrio entre trabalho e lazer é que reside a verdadeira virtude! 

 

BOCAGE/ESOPO MORAL DA HISTÓRIA: BIRCK JUNIOR
Enviado por Birck Junior em 09/02/2025
Alterado em 09/02/2025
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